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Xapanã
Padroeiro dos pobres, humildes e doentes, assim é conhecido o orixá Xapanã, um dos mais temidos e respeitados do panteão africano. É o Orixá da transformação. Tem o poder de curar, mas também pode castigar provocando doenças, principalmente como a varíola, e as enfermidades de Pele de todos os gêneros. Dono do interior da terra, está ligado ao mistério, ao oculto. É reverenciado no silêncio da morte. A participação de Xapanã nos rituais africanistas é imprescindível, é Ele o regente da feitiçaria e da magia. Ao mesmo tempo em que o orixá Bará desfaz os fluídos grosseiros e pesados, Xapanã desintegra as pequenas cargas de energia negativa. Recorre-se a Xapanã em praticamente todos os tipos de problemas do cotidiano.
Cor: vermelho e preto (juntos)
Dia da Semana: Quarta feira
Conhecido como Xapanã Jubiteí, Belujá e Sapatá, é sincretizado como São Lázaro, São Roque e Nosso Senhor do Bom Fim.
Recebe sua oferendas nas erosões de terra, aos pés de figueira e no fundo das matas.
Saudação: Abaô
Arquétipo dos filhos de Xapanã
São pessoas que ocultam sua individualidade sob uma máscara de austeridade. Têm muita dificuldade em se relacionar, pois são muito fechados e de pouca conversa. Geralmente apaixonam-se por pessoas totalmente diferentes de si próprias, isto é, por figuras extrovertidas e sensuais. Gostam de ver o ser amado brilhar, embora o invejem. Normalmente são irônicos, secos e diretos. Não são pessoas de levar desaforos para casa e nem de falar pelas costas. Odeiam fofocas e vulgaridades do gênero. A solidão é muito peculiar a essas pessoas, devido à sua própria personalidade. Não se sentem satisfeitos quando a vida corre normalmente, precisam mostrar seu sofrimento, exagerando, muitas vezes, nesse tipo de comportamento. São pessoas firmes e decididas, que lutam para conseguir seus objetivos. Geralmente, não sentem medo da morte, pois, no fundo de seu ser, compreendem que ela é apenas uma renovação. Os filhos desse orixá são muito independentes e têm a necessidade de crescer com suas próprias forças e recursos. Apresentam pouco brilho em seu rosto e um semblante sério, com raros momentos de descontração. Parece que eles carregam, sobre os ombros, todo o sofrimento do mundo. Adoram fazer caridade e aliviar o sofrimento das pessoas. mas não se abalam emocionalmente com o mesmo. |



