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Quimbanda – O culto aos Exús e Pomba Giras
Devido à pedidos de muitos internautas, estarei falando um pouco sobre a linha de Exús. Sempre o culto à Quimbanda (kimbanda) foi cercado de polêmicas e controvérsias, gerando assim inúmeras conclusões distorcidas por partes de muitos leigos e até mesmo dos próprios praticantes. A Quimbanda é umas das linhas da Umbanda, mas devido ao seu crescimento popular, de culto e credo, e até mesmo a “auto-suficiência” do povo de Exú, se tornou praticamente uma religião à parte. Exú não é o diabo como muitos pensam ou associam, são os guardiões do terreiro e entidades nas quais buscam a sua evolução, não se tornando nem bom e nem ruim, apenas justo. ![]() ![]() Antigamente, os Exús eram tidos como as entidades que chegavam ao término de uma sessão de Umbanda apenas para fazer o descarrego (a limpeza) do ambiente e das pessoas ali presente, fato hoje que, praticamente não acontece mais. Com o passar dos anos, algumas pessoas foram se identificando mais com as figuras dos Exús e Pomba Giras, devido ao fato de serem muito próximos aos seres humanos em suas energias, tais como fumo e bebidas e pela ligação direta com a sensualidade, sexualidade e maneira de se expressar. Isso decorreu para uma maior permanência das entidades Exús no mundo, ou seja, o transe dos médiuns que incorporavam os exús, era maior.... e maior.... e maior, até o momento que com o devido consentimento de entidades superiores à eles, como os caboclos por exemplo, acabaram por terem um sessão inteira exclusiva à eles e rituais festivos em homenagem a uma determinada entidade Exú, chamada de Elebós, dando origem a Quimbanda. Criaram-se cultos próprios de assentamentos, vestuários, axés de aprontamento etc voltado exclusivamente aos Exús. É justo quando se fala que “sem exú não se faz nada”, pois com a evolução dessas entidades, eles aprenderam a manipular a sua própria energia para conceder a resolução de praticamente quase todos os problemas humanos nas suas faces espirituais e materiais. Saliento também que Exú, entidade da Quimbanda, nada têm como o Orixá Exú do Candomblé e nem mesmo com Orixá Bará do Batuque, visto que esses últimos são Energias da natureza e não espíritos em evolução. O povo de rua, como são conhecidos, são regentes das encruzilhadas, cemitérios, mato, figueiras e até mesmo praia, dependendo de sua falange. Com aspecto de boêmio malandro e extremamente sensuais, os Exús e as Pomba Giras, atraem a cada vez mais o ser humano, tornando muitas vezes um certo fanatismo do povo leigo e iniciante, fato que muitos adeptos se intitulam com seu nome religioso “fulano de exú tal”, esquecendo seu Orixá ou até mesmo seu caboclo de Umbanda que são seus verdadeiros “anjos da guarda” e guias. Devido à isso, somos cada vez mais levados aos questionamentos pelo o que já se viu e atualmente se vê na linha de Quimbanda, mas o fato é que, dentro de todos os conformes, estamos cada vez mais apaixonados por estas maravilhosas entidades.
Alupandê!!! |






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